Por Thiago
Tavares
Com dramaturgia escrita
sobre a obra “The Subject Steve”, de Sam Lipsyte, a montagem conta com ótimos
atores, boa dramaturgia, mas não consegue segurar um espetáculo de 4h30min.
Dirigida por Felipe
Hirsch, que parece ter mergulhado na cultura pop, tem uma riqueza na produção
com figurinos e cenários bem executados. Porém, não emociona, é fria, com um
ritmo que segue ralentado, com cenas quase que sem propósito feitas apenas para
os atores e não para o público.
Não fossem as excelentes
interpretações, “O Livro de Itens do Paciente Estevão” seria um espetáculo
tedioso, tentando mostrar a fragilidade da vida humana.
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| Espetáculo da Sutil Cia. Direção de Felipe Hirsch. Foto: Divulgação |
A cenografia de Daniela
Thomas e Felipe Hirsch fazem do espaço cênico um lugar apertado, transmitindo
todas as angústias de Estevão. É auxiliada pela excelente iluminação de Beto
Bruel e pela trilha sonora de Hirsch, tornada um dos melhores elementos da peça.
Com a nova e mais
ambiciosa montagem, a “Sutil Companhia” nos apresenta um espetáculo que se torna longo, cansativo e
repetitivo em várias sequências, mas possui um elenco de grande talento. Há qualidades,
mas o resultado parece ser apenas dos atores e diretor, como se estivessem
ainda no processo de pesquisa. Não conseguem mostrar de fato o que o espetáculo
pretende. Entretanto, em se tratando da Sutil Companhia assistir a montagem é
um dever.

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